“O ÚLTIMO VÔO DE LITO SOUSA”
Lito Souza chegou ao céu e ao adentrar nos recintos celestiais foi recebido por São Pedro que lhe disse:
Deus te aguarda lá no Palácio Celestial.
Lito meio atordoado ainda não entendo direito o que estava lhe acontecendo, olhou sério para São Pedro e perguntou:
- Que Palácio? E quem me espera?
Logo vais saber, disse-lhe São Pedro, com uma calma incrível.
Lito foi caminhando ou melhor foi navegando pelas nuvens como costumava fazer quando aqui pilotava um avião, deixando levar pelo momento e uma maravilhosa sensação de “estou em casa”, pois aviões e músicas para ele era o que amava na vida terrena que possuía.
Não tinha noção de nada ainda, pois por onde planava, acompanhava a rota uma bela melodia celestial, como se Anjos cantassem a incrível canção que o deixava completamente extasiado.
Não sentia-se longe de nada, pois ali era sim seu lugar, onde por tanto tempo lutou para ali não chegar mas que agora estava feliz, não sentia nada, não tinha dor alguma, a memória lá apagada agora voltava com uma clareza incrível e recordações de quando aqui vivia, ao lado de sua esposa e filho e de aviões que era o que também amava de coração, lhe traziam momentos de pura emoção, pois as lembranças tomavam corpo dentro de si sem causar-lhe dor e saudade alguma.
Estava diferente, sentia-se outro e na verdade era outro, pois aquele corpo que possui por tanto tempo não existia mais, era agora uma nuvem celestial vivendo incríveis momentos nunca dantes sentidos.
Sentia-se como se tivesse renascido em outro lugar onde aquelas dores e aquelas sensações de não mais se lembrar de coisas, de pessoas, de tudo o que antes vivia, foram sonhos, apenas sonhos, mas mesmo assim lágrimas começaram a escorrer pela face molhando e ao mesmo secando seu rosto.
Tudo acontecia rápido, muito rápido, como se num piscar de olhos tudo mudasse, tudo se tornava diferente, sentia-se diferente, sentia-se outro como se tivesse acabado de renascer.
Depois de muito navegar por aquelas encantadas nuvens viu-se diante de um Palácio Celestial onde o fizeram entrar e ao andar pelos corredores com belas luzes ofuscantes que não o cegavam, mas sim, caminhava e enxergava cada vez mais o final onde um belo trono revestido de uma cor desconhecida mas bela, o esperava sentado um Ser divino incrivelmente sublime que apontando uma poltrona de marfim voltou-se na sua direção e
Disse: “SENTA, QUE LÁ VEM HISTÓRIA!”
JC Bridon
1º/10/2026 = 21:01
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